UFC Undisputed 2010

E assim o MMA caiu nas graças do povo brasileiro de vez depois de todo esse tempo e não tem mais volta. No departamento dos videogames a coisa já vai bem mais longe do que se pensa e podemos dizer que um dos primeiros registros é o jogo K1 Fighting Illusion do PS1 e suas inúmeras sequencias que foram até o PS2 e só saíram no Japão.

Ultimate Fighting Championship foi lançado em 2000 para o Dreamcast, PS1 e Gameboy e fez um sucesso como poucos imaginaram. Sua jogabilidade simples (quase Tekken simplificado) também recompensava quem procurasse se aprofundar. Os gráficos eram excelentes para sua época e com a ajuda extra da trilha sonora e sua lista de lutadores não tinha muito erro. Alguns lutadores como Tito Ortiz com sua bermuda em chamas e Chuck Lidell com seu moicano estão aí até hoje e também conta com a presença do tradicional árbitro John Mccarthy.

Ano após ano os jogos do UFC continuaram saindo mas não devem ter sido grande coisa já que cairam na obscuridade e foram descontinuados. Enquanto isso acontecia por aqui, o Japão estava a todo vapor e o K1 e o Pride faziam o maior sucesso. Este segundo também teve jogos lançados só por lá sendo um deles da Capcom e usava a engine do UFC do Dreamcast melhorada que deixou o jogo ainda mais rápido. Um deles chegou a ser lançado fora do Japão mas ninguém viu ou ouviu falar.


Após isso testemunhamos a ascenção do UFC que agora deixou de ser vale tudo e se chama MMA. UFC 2009 Undisputed teve um desempenho mediano que foi o bastante para garantir sua continuação.

UFC Undisputed 2010 deu uns retoques aqui e ali e assim foi lançado o maior jogo da categoria. Na busca pela experiência do evento o trabalho foi longe e os menus, telas, marcadores e todo o resto foram levados para o videogame. Árbitros, garotas com as placas, fotógrafos, cinegrafistas, locutores, médicos, nem duvido que até os caras que fazem a limpeza oficial do ringue foram escaneados em 3d de tanta que é a riqueza de detalhes.

Assim como os gráficos a parte sonora também faz bonito. A jogabilidade usa o mesmo sistema de 2000 evoluído por 10 anos, sendo que a parte de soco e chute tem sua ciência e os arremessos, agarrões e escapadas tem todo um esquema que consegue ser simples e complexo, o que faz toda a diferença ao escolher um lutador de um estilo ou de outro.

Existe um sistema nas lutas que mede o quanto os lutadores se machucam pelo corpo, o que faz com que golpes na cabeça abram cortes que levam a nocautes rápidos ou por interrupção dos médicos; bater no corpo faz que os lutadores se cansem mais rápido e fiquem mais vulneráveis e tontos abrindo caminho para uma submissão. O sistema de submissão acabou não sendo muito trabalhado e é difícil saber exatamente no que vai dar. No geral, ao tentar fazê-la ambos os lutadores terão sua barra de energia esvaziada; teoricamente quem tiver a barra esvaziada primeiro ou perde a luta ou larga larga o oponente, o manual diz que girar o direcional analógico ajuda mas acaba se o golpe aplicado for uma chave das mais comuns ou um estrangulamento assassino que tá a um passo de ser proibido o único fator que realmente determina é a especialidade do lutador e suas estatísticas. O tutorial também fala de submissão em duas fases, contra-submissão e submissão carregada mas isso já é assunto pra outro lugar (GRACIE, Royce – 2005 – Editora Abril – Enciclopédia Oficial do Lutador Ed. 2 Revista e Ampliada).

Wait, what?

Existe também um modo carreira e um modo de criar lutador que não necessariamente estão interligados: o lutador pode ser desenvolvido do zero no modo carreira ou pular essa parte e começar com todas as estatísticas no máximo e ter os pontos distribuídos e golpes escolhidos da forma que quiser. O modo carreira é brutal mas ficou um pouco desbalanceado com a coisa do lutador perder desenvolvimento se não treinar direito ou por causa do descanso necessário quando fica exausto ou machucado é capaz que se aposente com um nível de força muito baixo mesmo com a popularidade em alta. Isso atrapalha bastante esse modo quando vemos tantas opções do que fazer. Por sorte já falaram que no próximo da série já falaram que isso foi retirado.

O modo online é sólido na maior parte do tempo mas também pode demorar pra achar jogadores. O maior defeito aqui é como a procura é extremamente aleatória; existem filtros pra várias coisas mas faltou um pra achar jogadores do mesmo nível. Tem também um modo academia onde se pode fundar ou entrar para campo de treinamento online que pede um cadastro no site oficial da THQ mas é difícil de entender o que se faz exatamente ali. Na parte de extras tem algumas grandes lutas para assistir na íntegra e como parte disso indiretamente tem o modo Ultimate Fights onde grandes lutas do passado são reproduzidas e devem ser vencidas cumprindo certos
objetivos que habilitam mais vídeos.

Com um trabalho impecável da THQ este jogo fez bonito e teve o spin off UFC Trainer para usar com o Kinect ou PS Move para treinar e virar um gladiador do terceiro milênio e agora em fevereiro chega sua terceira edição com muitas mudanças. A maior delas é a adição do Strikeforce e do Pride (lutadores e regras) e novas mecânicas de jogo (especialmente as submissões) que tiveram um bom tempo pra desenvolver depois do fracasso do EA Sports MMA, um jogo cheio de boas intenções mas completamente sem sal. UFC Undisputed 3 já se encontra em pré venda por ‘apenas’ 199 reais nas nossas lojas. Por conta disso este jogo já está com preço bem reduzido e pode ser encontrado facilmente por aí COF COF PLAY ASIA COF COF. Altamente recomendado.

UFC Undisputed 2010
Yuke/THQ
2010
Playstation 3
Xbox 360
PSP
iOs


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3 comentários

  1. Meu, a joelhada do José Aldo já virou até GIF animado. huahuahuahuahuahua

    Só uma coisa: quem vê o título do post pensa que se trata de uma análise do UFC Undisputed 2010. De fato, é uma análise do jogo, mas esse post vai além e mostra uma breve evolução do gênero dos jogos de luta inspirados no UFC. Vocês poderiam valorizar mais o post indicando isso no título (mudando para algo do tipo “O MMA nos Games até o UFC Undisputed 2010”). Acho que chamaria mais a atenção. Só uma sugestão. =D

    Belo post.

    1. A idéia era fazer um pequeno histórico pra abrir o review e nem percebi quando as coisas acabaram com o mesmo peso e poderiam ter suas próprias postagens, o que pode ser feito com mais calma pra ter seu próprio foco. Obrigado pela sugestão e espero que volte sempre.

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