God of War: Ghost of Sparta – PSP

O espartano mais querido dos videogames ainda tem história pra contar e muita gente pra cortar ao meio, vai da sua preferência.

Já virou rotina, a série principal acontece no videogame grande e o complemento fica a cargo do psp. God of War já entrou na onda com Chains of Olympus e agora volta com este Ghost of Sparta numa história que vem cavucar mais ainda o passado. Situado em algum momento entre God of War 1 e 2, Kratos pegou o seu lugar no monte Olimpo mas como sabemos os deuses não cumpriram sua parte no trato, aqueles pesadelos continuam a atormentar sua cabeça. Pra dar cabo de alguns desses ele decide dar uma carteirada na maior cara de pau e abusar dos poderes de seu cargo atrás de respostas que chegam até membros perdidos da sua família.

E como sempre God of War mostra a que veio logo nos primeiros minutos de jogo. O começo, de volta ao mar, é aquele tutorial básico pra relembrar dos comandos e o que se passa nas situações de Quick Time Event (QTE) que acontecem a todo momento e se acostumar de novo com os golpes (que já vem com as animações usadas no God of War 3). Aqui se tem uma bela amostra do que os gráficos são capazes, sempre aquela câmera nervosa e porrada comendo solta de todos os lados. Neste caso em especial vemos do que o PSP é realmente capaz quando o jogo é feito pelo pessoal que também fez o hardware e sabe mexer nele direito. Isso foi bom por um lado com seus gráficos nitidamente superiores ao Chains of Olympus mas foi ruim pelo outro pois a quantidade de detalhes e a alta definição das texturas deixa tudo muito sobrecarregado e frequentemente o framerate cai durante as lutas e quanto mais frenética maior a queda. Em certo momento do jogo se consegue uma magia que deixa as espadas em chamas (só eu achei isso redundante?) que serve para atacar e adiciona estratégia aos combates (bem que poderiam ter colocado mais momentos do tipo) e algumas resoluções de puzzle; seu efeito enche os olhos mas também ajuda no processo de sobrecarregar as coisas. A jogabilidade também fica atrapalhada e toda hora acontece de entrar com os comandos de apertar os botões e saem os golpes de pressionar no meio da sequencia. Isso dos gráficos atrapalha muito mesmo que essa queda da qualidade não cause grandes travamentos mas a grande mancada é que no port do PS3 o problema que afeta a jogabilidade continua.

O som pede fones de ouvido pra ser apreciado e ele merece. Se os efeitos sonoros mostram a competência usual, a trilha sonora traz grandes surpresas. A história do jogo vai pra partes bem pessoais de Kratos (tem até kamehameha). As músicas desses momentos cumprem sua parte, em especial quando acontece uma visita à Esparta e em flashbacks. As partes mais movimentadas quase chegam a ser repetitivas de tantas virem uma no rabo da outra mas de tão foda que ficaram a gente sente falta depois.

Esse jogo é totalmente orbigatório. Juntando com Chains of Olympus a história de Kratos só fica mesmo cada vez mais rica com todo o desenvolvimento que ele tem direito, aqui indo mesmo bem lá no passado e testemunhando o que deve ser o próximo nível de narrativa a entrar pra videogames que vai render cenas memoráveis no futuro. Aqui mesmo já tem uma e fica difícil de compreender como parece que exclusivamente jogos de grande nome (pensem nos momentos decisivos de Call of Duty, Bioshock e Medal of Honor) procuram fazer de um jeito mais sério uma cutscene ou um momento dentro do jogo mesmo com pelo menos um ângulo de câmera mais dramático pra ajudar a contar a história.

3 comentários

  1. Eu não preciso falar das qualidades do God of War, qualquer um que jogue sabe isso. Tudo bem que o jogo vira de cabeça pra baixo a mitologia grega, mas e daí? Gibis da Marvel e da DC fazem isso há décadas(e até o Monteiro Lobato, aqui no Brasil)… O que importa é a qualidade do jogo, a diversão. Some-se a isso a qualidade sonora e musical e aí sim está um exemplo de como se faz um bom jogo.

    Acho que a única coisa que não gosto em relação ao God of War foi o fato do Kratos aparecer no novo Mortal Kombat; apesar de um game ser tão “slasher” quanto o outro, acho que os diretores não deveriam combinar os universos. Fazer o que, é estratégia de venda…

    Sinto falta de um Beat n’Up moderno que seja tão bom quanto God of War.

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