Os Jogos que Nunca Cruzaram o Oceano – Edição 16 Bits – Parte 1

Todos sabem que o Japão, principalmente no passado dos games, foi o lar da maioria das franquias famosas e conhecidas no mundo todo. Mario, Sonic e tantos outros personagens famosos saíram das mentes criativas de programadores e produtores japoneses, e se até hoje estão vivos, isso mais do que prova que, em termos de criatividade, o Japão comandava na época. Não que americanos ou europeis não manjassem, mas o berço da criatividade gamística sempre foi o Japão, a referência sempre foram eles.

Por outro lado, a China também é o lar de muitos programadores “independentes” que, vez ou outra, lançam seus protótipos ou até mesmo games completos sem nenhuma autorização da fabricante do console. Em alguns casos, os jogos até mesmo surpreendem pela ousadia e até mesmo pela qualidade, superando facilmente alguns jogos licenciados.

Enfim, toda essa enrolação foi pra ressaltar que, apesar dos esforços de grandes produtoras para trazer de lá pra cá os jogos que todos conhecemos, localizando e traduzindo desde menus até dublando vozes, muitos jogos tidos como excelentes permanecem restritos à pequena ilha até hoje. E é sobre esses jogos que essa série de posts vai falar.

Como os games são MUITOS, resolvi dividir o especial em etapas a serem postadas semanalmente. Cada post vai conter 5 jogos. Vale lembrar que TODOS eles ainda são exclusivos do Japão, tendo alguns apenas a tradução feita por fãs. Dito isso, vamos começar logo essa gigante lista, espero que todos apreciem!

#1 – Mamono Hunter Yohko: Dai 7 no Keishou
Devil Hunter Yoko: The 7 Bells
Status: Only Japan
Sistema: Mega Drive

Mamono Hunter é bastante similar ao conhecido Valis, principalmente pela personagem ser uma mulher e pela mecânica do jogo: sua única arma é uma espada e os inimigos são implacáveis. O visual do jogo é bem feito, apesar de repetitivo ao extremo (outra similaridade com alguns jogos da série Valis).

A música é repetitiva também, além do jogo não ser nenhum primor da jogabilidade. Os pulos de Mamono são mal regulados, o que muitas vezes ocasiona mortes inesperadas.

#2 – Lennus II
Lennus II
Status: Patch Disponível
Sistema: Super NES

Lennus II é tido com sequência de Paladin’s Quest, também para Super NES, mas dá pra jogar numa boa mesmo começando por ele. A história, segundo minhas pesquisas, envolve muitas reviravoltas com um enredo denso e cheio de minúscias, o que, por consequência, demanda um maior tempo por parte do jogador para entendê-lo.

O visual do game chama a atenção pelo excesso de azul, mas o game não fica cansativo. As batalhas são por turnos, como todo RPG clássico.

#3 – Tougi Ou King Colossus
King Colossus
Status: Patch Disponível
Sistema: Mega Drive

Utilizando uma mecânica similar aos manjados e conhecidos Zelda/Alundra/Secret of Mana e tantos outros, King Colossus é um robusto RPG de ação que, se não fosse por alguma alma caridosa, nunca veria o idioma inglês.

Controlamos um herói armado com uma espada, começando em sua casa como todo RPG japonês, partindo em busca de seu objetivo em florestas, cavernas e tantos outros cenários típicos. Os comandos são similares aos jogos supracitados e o game é bem competente.

#4 – Nekketsu Tairiku Burning Heroes
Burning Heroes
Status: Patch Disponível
Sistema: Super NES

RPG ao estilo clássico, lembra bastante Breath of Fire, tanto na arte quanto no jogo em si. Burning Heroes lhe permite escolher entre 4 guerreiros, cada um com uma história num mesmo universo, sendo que mais 4 são liberados assim que termina-se o jogo com os personagens iniciais. Só isso deixa o fator replay num nível estratosférico, apesar de que pouca coisa deve mudar com os quatro personagens extras.

Mesmo assim, usando o patch de tradução, Burning Heroes é bastante recomendado para fãs de RPGs das antigas.

#5 – Fushigi no Umi no Nadia
Nadia – Secret of the Blue Water
Status: Patch Disponível
Sistema: Mega Drive

Esse jogo se parece bastante com um adventure, pois, pelo menos de início, não presenciei nenhuma tela de batalha clássica por turnos. Tudo o que precisei foi navegar em menus confusos e escolher as opções corretas. Baseado no anime homônimo, a história é sobre um inventor que encontra uma dançarina em Paris e, juntos, tentam retornar à Africa, lar da menina.

Não conheço o anime, portanto, não ser precisar mais informações à respeito, mas o jogo, pra quem curte, parece ser bacana. Procure a versão traduzida, pois é facilmente encontrada.

Semana que vem, mais 5 petardos que jamais saíram do outro lado do mundo!

Até lá!

7 comentários

  1. Mandou bem, curti a série… passei uma época sendo caçador de jogos japas e achei muita coisa legal, pena que a barreira do idioma seja um grande problema para jogá-los.

    1. e eu acabei de zerar o Mamono Hunter Yohko: Dai 7 no Keishou, pense num jogo pra dar raiva. como o Cosmão falou, para dar um simples pulo, o cara tem de fazer calculos imensos, pois morrer pulando é fácil. e os inimigos veêm aos baldes, principalmente na fase 4, malditos morcegos…

      e eu achando as cabeças de medusa em Castlevania eram chatas…

      pelo menos o game é curto, só tem 5 fases. e a ultima chefe é meio chatinha de vencer…

      1. Eu mal consegui sair daqueles cipós verdes da primeira fase, vou tentar essa semana avançar no game, mas é difícil pra burro…

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