MARATONA SNES – Dia 01 – Começando uma jornada insana

Olá amigos! Você entrou no blog, deu de cara com esse post e está se perguntando do que se trata essa tal maratona… será que os caras resolveram jogar até cair? Jogar Super Nintendo até zerar toda biblioteca? Quase isso.

A ideia dos malucos apaixonados pelo 16 bits da Nintendo Matt e Max Carnage tiveram foi mais simples, vamos jogar todos os 777 games que foram lançados oficialmente no lado ocidental do globo e retratar aqui, semanalmente, um pouco dessa experiência.

Está lançada então oficialmente a Maratona SNES – Setecentos e Setenta e Sete Jogos Antes que o Mundo Acabe.

maratona01

Então vamos nós com o primeiro episódio.

[001] Super Mario World
Nintendo, 1991
Plataforma

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Não podíamos começar diferente. Super Mario World foi o primeiro jogo da maioria dos portadores do Super NES, pois começou a vir com o console pouco tempo depois do lançamento e divertiu 99 de 100 jogares que tiveram o exemplar. Considerado no Japão como o Super Mario Bros. 4, SMW mantem o mesmo esquema de seu antecessor; mapas, goombas, koopas, o irmão Luigi, Bowser como desafio final, princesa pra salvar e demais características. Uma grande novidade aqui é o uso dos companheiros Yoshis nas fases, que muita gente sacrificou pra não cair do penhasco. Para detonar o jogo é preciso abrir as 96 saídas.

Matt: Mario World foi meu primeiro contato com o novíssimo Supes Nintendo (que na época só o vizinho riquinho tinha), achei aquilo impressionante, colorido e fantástico, já que era um satisfeito dono de um Dynavision e adorava o Mario 3. Jogar então foi uma experiência e tanto, a começar pelo controle CHEIO de botões (seis!!) e o desafio de fazer o Mario voar com a capa e pegar todas aquelas moedas, você sabe de que fase estou falando, certo?

[002] Pilotwings
Nintendo, 1991
Simulador de voo amador

002-pilotwings

Pilotwings é um daqueles jogos que você tem que estar com muita vontade de aprender para jogar, tem que se interessar mesmo pelo game porque o troço é meio chatinho de entender no começo. O objetivo aqui é completar os desafios aéreos nas diversas modalidades que vão surgindo para conseguir licenças e chegar até a pilotar o tão sonhado helicóptero de guerra (que pouca gente já viu).

Max Carnage: Confesso que apanhei bastante pra esse jogo, mas pegando o jeito não fica tão difícil. Treinei muito nas milhares de vezes que joguei o bonus stage do Aero the Acro-bat que é no mesmo esquema do pára-quedas.

[003] Super R-Type
Irem, 1991
Shooter horizontal

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Super R-Type é na verdade um re-make do arcade R-Type II, adicionado de 3 novos estágios. É considerado um dos mais difíceis da série, principalmente pela ausência de checkpoints, morreu tem que voltar para o começo, o que faz muita gente desistir cedo desse game. Eu gostava demais do R-Type original no arcade e na época peguei esse cart para o SNES achando que era o mesmo jogo do fliperama, terminei gostando mais, talvez pelas duas novas armas que eles colocaram aqui ou pelo simples fato de poder jogar R-Type em casa a hora que quisesse sem gastar fichas.

Max Carnage: Cacete, difícil é pouco, viu? Mas não é a dificuldade que estraga a diversão deste, ao contrário; quanto mais nossa nave é destruída, mais da vontade de recomeçar. Uma boa sacada dele é ter botão pra rapid-fire e outro pra carregar tiro que nem Mega Man.

[004] Robotrek
Enix, 1994
RPG

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Mais um RPG em que o protagonista começa dormindo e acordado por alguém. Aqui, você é um jovem inventor e o objetivo é criar o seu robô e ir incrementando ao longo do jogo para ficar mais poderoso e enfrentar os Hackers pelo caminho. O que mais me incomodou neste game foi a trilha sonora; bota chatinha nisso. O esquema de batalhas aqui não é baseado em batalhas aleatórias como a maioria dos RPGs, o esquema é como o Chrono Trigger onde os inimigos estão visíveis e se tocar neles, entra na luta. Divertido demais.

Matt: Jogo até bacana e diferente, mas a música é um saco, outro pé no bogas é a demora para finalizar as batalhas, os robôs parecem aqueles Legos das aulas de robôtica da oitava série.

[005] Adventures of Batman and Robin, The
Konami, 1994
Action

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Este é o melhor game do Batman lançado até a série Arkham para mim. Baseado na aclamada série animada do começo dos anos 90, este jogo possui desafios diversos em Gotham que incluem montanha-russa, floresta viva, luta em queda livre de prédio, investigações em museu, charadas em labirinto e até mesmo uma perseguição de carro (apesar do controle sofrível nesta parte). E na última fase você enfrenta uma série de vilões osso-de-roer. Ao final de cada fase, Alfred é o responsável por te ceder o password.

Matt: Joguin do Bátima animado muito bom e MUITO difícil, faltou uma opção 2 players mas aí cai no mesmo problema do  Ninja Warriors, por ser 2D chapado ficaria confuso meter um segundo boneco na ação.

[006] Joe & Mac 2: Lost in the Tropics
Data East, 1994
Plataforma

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Este originalmente é o terceiro jogo da série, já que no Japão o Congo’s Caper é o segundo. No ocidente resolveram transformar no segundo game da franquia por que caiu como uma luva; é bem semelhante ao primeiro com a grande diferença que este agora é mais linear  (falaremos sobre o primeiro em outro post). Algumas partes do jogo se passam em vilas onde podemos obter coisas com os cidadãos como password, informações, comprar itens, etc.

Matt: O mesmo do primeiro só que com lojinhas e outras armas, no resto tudo igual, as caretas estilão Jim Carrey e os dinossauros que esbugalham os olhos quando são atingidos.

[007] Rock ‘n Roll Racing
Silicon & Sinapse, 1993
Corrida/Ação

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Temos aqui um dos games do embrião da atual e gigante Blizzard. Apesar deste clássico dispensar apresentações, sou um pouco suspeito para falar dele, pois sou uma dos poucos gamers que não gosta tanto deste jogo. Claro que a trilha sonora é uma das minhas favoritas também pela quantidade de clássicos do rock. Composto por corrida, tiroteio, rock n’ roll e vozes digitalizadas, RNRR de fato deve ser um excelente game. O chato sou eu.

Matt: Tive um cartucho piratão made in Paraguay desse jogo e me rendeu muitas horas de diversão com os miguxos, até descobrir no maravilhoso mundo das roms a versão original e me deparar com um jogo um tanto diferente do pirata, isso porque no original você precisa correr cada planeta 2 vezes para se classificar para o próximo, o dinheiro é muito escasso e o desafio muito maior, além de ter um planeta a mais (Inferno) que estava faltando no meu piratex.

[008] Ninja Warriors, The
Natsume, 1994
Beat’em up

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Eis um dos meus favoritos beat’em ups no Super Nintendo, mas tenho um problema com esse jogo, só consigo jogar bem com o Ninja, o robô lerdão gigante. Enquanto acredito que a maioria vai preferir o esquelético ágil Kamaitachi ou o charme da loirinha Kunoichi, eu prefiro o brutamontes lerdão e forte. O jogo é puro 2D, nada de subir ou descer na tela como no Final Fight, também é single player, infelizmente, mas imagina a bagunça que seria esse jogo com 2 personagens disputando a tela?

O que acho engraçado é um robô gigante sofrendo dano quando um frentista aparece e lhe dá uma facada…. uma facada!

Max Carnage: Esse briga de rua é diferente pelo fato do personagem não poder andar “livre” pra cima e pra baixo (não sei o nome disso). Ainda por cima os personagens possuem uma série de movimentos especiais que torna o jogo mais divertido. Esse pra mim dá de 10 a 0 na versão do Arcade. Obs.: Prefiro o Kamaitachi😡

[009] Tony Meola’s Sidekicks Soccer
Sculptured Software / Electro Brain, 1993
Futebol

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O jogo de futebol dos mais feios e ruins que já joguei, recebeu na América a assinatura do goleiro Antonio Meola, para ver se vendia um pouco mais. O jogo é pura dor de cabeça, a tela gira com excessivos efeitos em Mode 7, deixando você muitas vezes perdido pelo campo. Tudo aqui é confuso, a começar pelos menus, onde você tem que decifrar as figuras para saber o que está fazendo, nem um texto sequer para ajudar na identificação dos ícones. A comemoração do gol parece uma briga no meio de campo, muito engraçado.

No Japão esse jogo saiu assinado pelo Ruy Ramos, brasileiro naturalizado japonês que fez sucesso nos campos de lá.

Max Carnage: Futebol de fato não é minha praia e este é outro título que não me atraiu. Apenas achei interessante a visão no jogo (apesar de atrapalhar também) e as comemorações de gol, só.

[010] Tuff E Nuff
Jaleco, 1993
Luta

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Tive esse cartucho na época áurea do meu SNES só que com outro nome, era o japonês Dead Dance, que por sinal é um jogo muito melhor que esse. Pra começar, não tem um nome tão idiota como Tuff E Nuff (acredito que seja um trocadilho infame para Tough Enough), também a versão japa tem diálogos entre as lutas e finais diferentes, com historinha! Para completar, em Dead Dance os jogadores sangram e incham o rosto quando apanham muito, esqueça isso e vá jogar o japonês.

Max Carnage: Temos que dar o mérito pois nesta época eram poucos os jogos de luta com Story Mode. Agora não sei se eu sou ruim pra cacete mas achei bastante difícil.



5 comentários

  1. Caraca, esse foi um dos projetos mais incríveis que eu já vi! Analisar rapidamente todos os jogos lançados pra Snes no ocidente! Já estou acompanhando!

    Só fiquei meio chateado pelo fato de que muitos games incríveis ficaram apenas no Japão, como Seiken Densetsu 3. Mas isso não quer dizer muita coisa, parabéns Matt e Max por criarem essa incrível maratona!😀

    PS: Vocês tem um longo caminho pela frente, heim?

    1. Valeu Alexandre, realmente é um projeto um tanto maluco e LONGO… mas está muito empolgante aqui, escolher os jogos aleatoriamente e ir jogando dar a maios sensação de que estamos alugando fitas ou pegando emprestado,,,
      E a idéia é continuar a maratona no futuro, com os jogos JAP-only e o que vier… hahaha Haja joystick!

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