MARATONA SNES – Dia 05 – Rebobine antes de Devolver

5 dias, 50 jogos e muita coisa pela frente, é a Maratona SNES que segue a todo vapor! Confira os clássicos do dia.

maratona05

[041] Lemmings
Psygnosis, 1992
Puzzle

041-Lemmings

Matt: Ah, esses famigerados vermes! Um jogo que nasceu para PC e deveria ficar lá, porque haja saco jogar isso sem um mouse. Mesmo o controle ajudando na hora de mudar a ação com os botões, é muito chato ficar passeando com o cursor tentando clicar em um dos vermes em movimento. Um jogo para quem é fã e pronto.

Max Carnage: Assim como o Matt, eu gostava bastante desse jogo no PC. Pra quem não conhece trata-se de um divertido jogo de lógica onde você precisa gerenciar os Lemmings evitando ao máximo que eles morram e consigam chegar, em um número mínimo, ao fim da fase.

[042] Capcom’s Soccer Shootout
Capcom, 1994
Futebol

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Max Carnage: Teoricamente é só mais um jogo de futebol mas não, até isso a Capcom fazia melhor na época. Os destaques desse jogo são vários; os dribles (da até pra dar chapéu), a trilha sonora animada que só a Capcom sabia produzir e a falta de enrolação até chegar no jogo. Os menus e escolhas são tão práticos aqui que todos os outros jogos de esporte deveriam ter copiado.

Matt: Mais um cartucho que eu tive na minha coleção. A grande sacada desse jogo, como o título diz, é o campeonato de cobranças de pênalti, talvez o mais bem detalhado momento de cobranças de pênaltis em um jogo de futebol 16 bits, fora o belo gráfico e a inédita visão de trás do gol, dá pra chutar de tudo que é jeito, até a – ainda não famosa – cavadinha. O futebol de salão sem lateral também é interessante, hilário para jogar com os amigos, até porque colocar as traves do mesmo tamanho do campo em um salão com metade do comprimento é sacanagem, goleadas na certa. Fora isso, o campeonato tradicional no campo é interessante também, dá para colocar efeito na bola desafiando as leis da física e mandar porrada para roubar a bola, dificilmente o juiz vai marcar uma falta, e quando marca ele fica analisando o replay pra tomar uma decisão. Jogue esse troço.

[043] 3 Ninjas Kick Back
Malibu Interactive, 1994
Ação/Plataforma

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Max Carnage: Inspirado num clássico que deve ter passado umas 500 vezes na sessão da tarde (3 ninjas contra-atacam), é bem possível que esse jogo tenha ficado melhor que o filme. Surpreende ver um game baseado num longa ser bom mesmo nos tempos do velho SNES. Aqui você escolhe um dos 3 muleques e sai fazendo treinamentos e dando porrada nos ninjas pelas fases. Algumas tem objetivos como destruir um número x de coisas pela fase e tem que sair procurando.

Matt: A sacada desse plataform quase genérico é a onda dos objetivos nas fases, fora isso, mais um daqueles baseados em filme que não convencem. No começo você escolhe um dos guris baseado no seu carisma ou na arma que ele carrega, um tem um Bo (Donatello), outro uma katana (Leo) e o pequeno (Raphael) um par de Sais. Na verdade os nomes deles são Rocky, Colt e Tum-tum, mas é impossível não associar com as Tartarugas.

[044] Porky Pig’s Haunted Holiday
Phoenix Interactive Entertainment, 1995
Aventura/Plataforma

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Matt: Quem diria que o Gaguinho, mais famoso por falar “That’s all, folks!” no final dos desenhos do que em sua participação neles, ganharia o seu próprio video game? Esse é mais um plataform genérico no SNES, lançado já no final da vida do console, quando todos já estavam embasbacados pelo PlayStation. O interessante aqui é que as fases mudam a cada vez que você vai iniciar um jogo, resete o console e terá um tema diferente no Stage 1.

Max Carnage: Eu sou suspeito pra falar dos plataformas inspirados nos personagens do Looney Tunes para Super NES, gosto muito de quase todos. Esse do gaguinho tem lá seus altos e baixos. Entre os altos se destaca os gráficos e a ambientação e entre os baixos, a dificuldade. Esse jogo é muito fácil.

[045] Sonic Blastman
Taito, 1992
Beat’em Up

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Max Carnage: Sabe um Beat ‘em up que tinha tudo pra ser bom? Não é o caso desse. O jogo é baseado naquela velha e conhecida máquina de dar o soco mais forte possível que teve em muitas casas de fliperamas nos anos 90. Quando portaram pro SNES fizeram um briga de rua que mais do que genérico, é devagar (tanto o herói quanto os inimigos) e chega a cansar da falta de variedade dos vilões até chegar num chefe. Entre uma fase e outra pinta um Bonus Round inspirado no fliperama, onde você tem que destruir coisas como vilões, prédios e outras coisas.

Matt: Apesar de tudo que o Max escreveu ser verdade, eu curti esse game. Os combos são diferentes dependendo de que direção você aponta durante a sequência de socos, você pode tanto finalizar com um gancho/hadouken como arremessando o inimigo para trás, os bonus do socão também são legais, é tipo uma vingança para você, que não consegue passar de fase no arcade de dar socos.

[046] Sunset Riders
Konami, 1993
Run ‘n Gun

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Matt: Conversões dos arcades eram MUITO bem vindas nos consoles, e ainda mais jogos bons como esse. A Konami, mestre no estilo, nos presenteou com Sunset Riders, um run and gun para 4 jogadores que era uma das máquinas mais disputadas no fliper, no SNES a conversão ficou soberba, claro que para 2 jogadores, mas mesmo assim uma conversão de luxo.

Max Carnage: Já falamos tanto desse magnífico game aqui no blog que dispensa comentários. Só fico puto com a censura que a Nintendo estabelecia na época, eis mais uma vítima.

[047] Top Gear 3000
Gremlin Interactive, 1995
Corrida

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Matt: Mais um da leva de 95. Top Gear é o queridinho de muita gente, e o segundo jogo da série decepcionou bastante, como a Gremlin/Kemko não tinha muito a perder, arriscou uma versão futurista do clássico, e deu certo! O jogo melhorou bastante em relação ao segundo, ganhou um ar inter planetário e upgrades que se renovam com o avanço do jogo, então o jogador sempre tem um item novo para comprar, e não fica com o dinheiro inutilizado após comprar todas as peças máximas do carro, como foi no segundo. A única coisa que eu mudaria nesse jogo seria colocar a opção de escolher o carro, como no primeiro.

Max Carnage: Eu chamava esse jogo de “Dragon Ball GT Racing” pelo fato de viajar pelos planetas pra disputar as corridas. Viagem foi dos produtores, mas sei lá. Pegou carona na onda do F-Zero mas os outros dois são muito mais carismáticos.

[048] WWF RAW
Sculptured Software, 1994
Luta Livre (Pro Wrestling)

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Max Carnage: Temos aqui um exemplar que saíram milhões bem semelhantes e que volta e meia sai um. Jogo de luta livre onde você escolhe um dos modos e se degladia contra o adversário dentro ou fora do ringue (fora tem um limite de tempo). Vale tudo; soco, chute, arremesso, porrada no juíz, enfim, com personagens bem bizarros que tem até um palhaço no meio. Pena que o controle desses jogos sejam muito ruins, mas com o tempo foi melhorando.

Matt: Para jogar direito esse tipo de jogo, é preciso dominar os controles, saber pra que serve cada botão, porque aqui o button masher não tem vez. Mais um jogo daqueles esportes que é preciso gostar/conhecer para apreciar, o cara que não curte, como eu, vai escolher o palhaço e tentar correr esticando as cordas o tempo todo.

[049] Final Fantasy II
Square, 1991
RPG

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Matt: Wooooooo…. Final Fantasy! Confesso que nunca tinha tentando jogar esse até o Max colocar na minha lista de hoje da maratona, e que jogo bacana! Comecei a jogar lendo cada diálogo, sem pressa, e fui logo me interessando pela história e personagens que vão logo se multiplicando ainda no começo, e o jogo só melhora! Parei nesse chefe da última foto mas vou seguir jogando. Um belo jogo, muito bem feito e com uma envolvente história, como todo bom RPG deve ser.

Max Carnage: Animal, fodástico, perfeito; isso descreve POUCO esse jogo. Pra mim, que também curto muito a série até o PSX, esse é um dos melhores RPGs do Super NES.

[050] RoboCop 3
Ocean Software, 1992
Shooter/Plataform

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Max Carnage; Eu tenho um mérito quase único de ter fechado esse jogo e publicado fase a fase no meu velho fotolog. Dessa vez não tive a mesma paciência. Sim, estamos falando de outro game baseado em filme e não, esse não ficou bom. A primeira fase já fez muita gente desistir dele, talvez pela dificuldade mas o problema ainda maior é que o jogo é qualquer coisa. Enquanto na primeira fase você enfrenta até gente com bazuca, na quarta você apanha pra ratos. E ainda tem fases estilo shooter (navezinha que atira). O chefe final é um personagem cartunizado que mais parece vindo de um desenho do Cartoon Network, e parece ser uma criança. Pegar a manha nesse jogo não é o necessário, tem também que saber controlar bem a munição e o tempo pra passar das fases. E o final do jogo é tão lixo que nem vale a pena o esforço. Quem quiser ver como eu era infeliz e até sabia, é só acompanhar a partir deste post, de trás pra frente: http://www.fotolog.com.br/maxcarnage/20191402/

Matt: Lembro que aluguei esse VHS para ver e na primeira cena o RoboCop vem voando de jetpack, foi o necessário para eu dar stop, rebobinar a fita e trocar na locadora. O jogo… tão bizarro e lixo quanto o filme, mas o Max Carnage jogou até o final e fez um detonado dele, “então deve ser bonzinho”, pensei. Pensei errado.

4 comentários

  1. Poxa, Top Gear 2 foi decepcionante? Eu passei horas e horas com meus amigos tentando zerá-lo, nos divertíamos pra caramba… Mas também gosto do 3000, embora ainda não tenha zerado.

    Agora, Final Fantasy II (IV no Japão),,, Esse é não só um dos melhores RPGs de Snes, como é o melhor Final Fantasy de todos os tempos na minha opinião. Ele consegue juntar personagens memoráveis (Cecil, Rydia, Kain), e colocá-los numa história perfeita!

    Aliás, esse foi o segundo Final Fantasy que eu joguei até zerar (O primeiro foi o Mystic Quest).

    1. Pois é, Alexandre, eu e meus amigos pelo menos éramos muito loucos pelo primeiro Top Gear, e quando anunciaram esse ficamos super empolgados, mas quando pegamos para jogar…. Talvez a gente estivesse com a expectativa lá em cima.

  2. muito jogão por aqui.

    Sonic Blastman jogava muito nas locadoras. mas nunca terminei

    Final Fantasy 4 ou 2 nesse caso é genial, tenho o save da ultima fase até hoje. e sou mais a versão do SNES que a versão DS. lá colocaram o game numa dificuldade brutal que é de sangrar os olhos.

    WWF Raw, Diesel e os irmãos Hart são os melhores nesse jogo. bons tempos que passava na rede manchete.

    o Capcom Shootout já vale pela capa do game, um juíz dando um carrinho no jogador. hilário, eu achei. e joguei muito esse nas locadoras. bons tempos que o futebol nos games eram mais simples, não tinha Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar para encher o saco. escolhia qualquer seleção e da-lhe gols.

  3. Eu até hoje observo a capa e fico em dúvidas se aquilo é o juiz ou um outro jogador de uniforme preto, não sei se é um apito na boca dele ou um bigode, como o meu cartucho era “alternativo”, tinha outra capinha, mas eu curtia MUITO esse jogo de futebol, e realmente, eu costumava jogar e ser campeão com a seleção de Camarões.

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