MARATONA SNES – Dia 14 – Os Obscuros vêm à Luz

O SNES é mesmo cheio de surpresas, hoje decidimos catar 10 jogos um tanto obscuros para experimentar, acompanhe essa experiência.

maratona14

[131] The Duel: Test Drive II
Distinctive Software, 1992
Corrida

131-TheDuelTD2

Matt: Eis um game que para mim não é nada obscuro, Test Drive II vivia alugado na minha casa porque meu irmão adorava isso, e eu ia na carona dos rachas pelas estradas cheias de mosquitos e vacas de algum lugar, apostando corrida contra super esportivos, fugindo da polícia e evitando estourar o motor em uma troca de marchas errada, um bom simulador, levando em conta a idade (92), também seria legal ter mais carros, esse aqui só te dá 3 para usar, o Porsche 911, a Ferrari F40 e o Lamborguini Diablo, ícones dos anos 90.

Max Carnage: Legal, não sabia que tinha game assim na época dos 16-bits. Interessante mesmo que virtualmente experimentar os carrões mais picas da década das Spice Girls e dos Mamonas.

[132] BlaZeon: The Bio-Cyborg Challenge
Atlus, 1992
Shoot’em Up

132-Blazeon

Max Carnage: BlaZeon é um jogo de navinha vindo diretamente dos Arcades mas que provavelmente você não jogou nenhuma das duas versões. Difícil como os jogos desse estilo na época, BlaZeon tem uma diferença de seus rivais. Aqui a nave só tem o tiro normal (com opção de semi-turbo) e uma espécie de disparo que serve para congelar a nave inimiga e assim fundir-se a ela virando uma nave especial, sendo inclusive mais resistente (a nave normal morre na primeira bala). Também conhecido por “BlaZeon – The Bio-Cyborg Challenge” apesar da tela-título trazer apenas BlaZeon.

Matt: É um jogo de navinha bem bacana, esse lance de “se transformar” nos inimigos é que diferencia de outros shooters genéricos que a gente tanto vê por aí, o perigo é que você termina querendo perder a transformação para experimentar “possuir” outros inimigos maiores. Gostei.

[133] Relief Pitcher
Left Field Productions, 1994
Esporte

133-ReliefPitcher

Matt: Asqueroso jogo de baseball, mesmo eu querendo muito jogar esse game, os controles pareciam me proibir, além de que você tem o tempo todo a sensação que as rebatidas são totalmente aleatórias. O lance aqui é criar um pitcher (aquele carinha que arremessa a bola para o outro rebater), colocar nele o tipo de arremesso, escolher se é destro ou canhoto e se atira por cima da cabeça ou pelo lado… Bah. Próximo!

Max Carnage: Sério mesmo, um jogo pra criar um pitcher? Porra maluco, melhor até criar aqueles cachorrinhos chatos de nome parecido.

[134] ACME Animation Factory
Sunsoft, 1994
Educacional

134-ACME_AF

Max Carnage: Talvez esse não seja tão obscuro, mas também não vê por aí qualquer pessoa que conheça. Basicamente é o Mario Paint mas com os carismáticos personagens do Looney Tunes, onde você pode desenhar, pintar, editar um “vídeo” e até jogar passatempos (nesse caso um jogo da memória), mas com o decepcionante fato de que o jogo não aceita o Mouse.

Matt: Seria mais interessante se fosse controlado por um mouse, realmente, mas resumindo, é um jogo feito para o público infanto que pode até servir para desenvolver alguma noção em desenho e animação.

[135] Jammit
GTE Interactive Media, 1994
Esporte

135-Jammit

Matt: Jammit, mas pode chamar de DAMMIT! Um jogo-porcaria de basquete de rua “mano-a-mano”, você escolhe um dos três manos das quebradas (ou a mana do boné de aba reta) e um desafiante, depois escolhe as regras do jogo e vai pro asfalto PLAY BALL!! Quando o lance é perto da cesta, rola um ângulo “close-up” muito malacabado, terrível!

Mar Carnage: Sabe o Street Chaves? Acho que é menos tosco que esse jogo, pelo menos o visual me lembrou a clássica paródia de Street Fighter com a galera da vila do seu Barriga.

[136] Gods
Bitmap Brothers, 1992
Ação

136-GODS

Max Carnage: Jogo ruim que, como eu posso descrever… uma mistura de sei lá o que com não sei o que lá onde você joga com o todo poderoso Hercules em cenários que brotam inimigos de todos os cantos e os controles te deixam mais perdido que cego em tiroteio. Justificável por ser um port de game antigo de PC, mas felizmente anos depois fizeram Herc’s Adventures na geração 32-bits para dizer que temos um game de verdade do filho de Zeus.

Matt: Lembrei desse jogo, é um jogo que eu tinha no meu antigo 486, ou se não me engano no MSX, não sei, mas com certeza jogava isso em um computador, e era muito mais bacana que essa versão, de acordo com minhas remotas memórias. O protagonista parece ser de pedra, quando pula e caminha, a movimentação é bem estranha e existem comandos esquisitos como, colocar para baixo e apertar ataque para mudar o slot dos itens em baixo, sendo que o controle do SNES tem 6 botões… que desperdício de hardware.

[137] Whirlo
Namco, 1992
Plataforma

137-Whirlo

Matt: Depois de jogar tanta coisa ruim, me empolguei porque apareceu um plataform da Namco… Será? Que nada, outro fiasco. Depois de pesquisar descobri que isso trata-se de uma sequência do game japa “Valkyrie no Bōken: Toki no Kagi Densetsu” do Nintendinho, só que essa criatura verde é um personagem secundário e possivelmente está indo resgatar a protagonista, ou não.

Max  Carnage: Achei esse jogo por acaso numa lista de top 10 de um maluco pela net. Não podemos exagerar, o jogo não é lá essa festa toda. Aliás, é muito estranho ele ter saído do Japão. O game é cheio de elementos bizarros, situações bizarras, diálogos bizarros, controle bizarro, protagonista bizarro e o mais bizarro ainda foi terem feito essa adaptação européia onde deram até olho de cão raivoso pro boneco.

[138] The Ignition Factor
Jaleco, 1995
Ação

138-Ignition

Max Carnage: Conhecido no Japão como Fire Fighting, é um game que simula a vida de um profissional que arrisca sua vida todos os dias para salvar outras, conhecido como bombeiro. O objetivo é explorar os locais onde tá pegando fogo, salvar o número de vítimas necessário e vazar antes que o local fique tomado totalmente pelas chamas. Para isso, o bombeiro tem a disposição utensílios como extintores, máscara de gás, machado pra abrir portas, corda, etc. O jogo simula bem a profissão, acredito eu, e faz o jogar ter uma visão estratégica mais astuta.

Matt: O lance é esse mesmo, o engraçado é que o mundo tá acabando em chamas e o bombeiro calmamente caminhando, faltou um botão “RUN FOR YOUR LIVES”

[139] Pieces
Hori Electric, 1994
Puzzle

139-Pieces

Matt: A primeira jogada me deixou meio hipnotizado, vesgo, coloquei logo no HARD e foi a maior correria par pegar as peças e ir montando antes co computer. O lance dos itens usáveis é uma adição muito bacana, tem também um modo 2 players montando um único puzzle que parece legal.

Max Carnage: Sempre gostei de quebra-cabeças, desde criança já montei muitos. Tive até um do Chico Bento. Quanto esse game, o negócio de usar poder pra atrapalhar o adversário me lembrou o Guitar Hero 3.

[140] Wing Commander
Minscape, 1992
Simulador Espacial

140-WingCommander

Max Carnage: Outro game oriundo dos PCs, Wing Commander te joga no espaço sideral e te põe em duelo contra naves inimigas. Fora da nave você pode interagir com a galera do comando, como nos típicos point-and-click dos anos 90.

Matt: Para quem curte um point-and-click e também o Spock sua turma. Funcionaria bem no PC em 1987.

3 comentários

  1. Pô, permitam-me defender o Whirlo. Eu peguei o cartucho emprestado de um amigo meu certa vez, com o nome “The Grinch” na capa. Dá pra ver que era pirata. :p

    Mas eu particularmente gostei muito desse jogo. Eu jogava a versão japonesa, mas pelo emulador consegui a européia, então deu pra entender o enredo (Que é meio confuso, envolve muitos personagens, mas é até bacana).

    Lembro até que uma das músicas recebeu um remix no Namco X Capcom de PS2 e virou tema do personagem.

    GODS: Eu lembro que uma vez eu baixei esse game… Mas achei tão bizarro que acabei nem jogando direito.

    The Ignition Factor: Eu conheço um outro jogo de bombeiros, o “The Firemen”. Esse aí parece bem interessante, preciso checá-lo.

    Pieces: Teve uma época que eu fiquei viciado nisso aí. Eu sempre gostei de quebra-cabeças, e o jogo era bem divertido. Pena que, se não me engano, tinha certas limitações.

    Wing Commander: Esse aí eu aluguei certa vez. Eu lembro que ficava indo de um lado ao outro com a nave, e atirando. Eu não fazia a menor idéia de qual era o objetivo do game. Não cheguei a jogá-lo muito, mas parece interessante pra quem gosta de ficção científica.

    PS: Eu tinha um quebra-cabeças do Looney Tunes.😀

  2. desses aí testei o Test Drive 2…não tem a mesma graça que as versões de 32 bits, e olha que ainda sim era ruins demais.

    Gods quase pegava para jogar, mas mudei de ideia.

    esse Fire Fighting já vi um post sobre ele, qualquer dia o testo.

    e Wing Commander é muito bom, mas ainda não tive a seriedade de joga-lo ao fundo

  3. comecei a acompanhar a maratona ontem
    já estou na nessa etapa
    parabéns esse e o melhor site sobre games que já
    vi e não foram poucos não
    obrigado por essa nostalgia

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s