7 Jogos que Você tem que Jogar – Edição Master System

master system bnn

Falar de 7 jogos obrigatórios do Master System é uma tarefa bem fácil. Afinal, o console de 8 bits da Sega fez um sucesso estrondoso por essas bandas, se tornando facilmente a porta de entrada para muitos que gostavam de videogame na época. Mesmo se resolvermos sair um pouco do óbvio do console e tentar mostrar 7 jogos que poucos conhecem, a missão não seria tão fácil. Como foi um sistema que se popularizou bastante no Brasil, muita gente conhece a maioria dos seus jogos, mesmo alguns menos populares. Atrelado à isso, existe o fato do Master System não possuir uma biblioteca muito vasta de títulos, o que dificulta mais ainda a escolha.

Porém, quando eu comecei essa série aqui no OGFTW, eu sabia que, ao chegar em um console como o Master System, teria alguns problemas na escolha dos jogos. Mesmo assim, fiz uma lista dos 7 jogos que, se você não conhece, deveria ao menos tentar jogar. São 7 excelentes jogos, alguns mais conhecidos que outros, mas a maioria meio fora do padrão do console, que tinha feito sua morada nos corações dos seus donos com Sonic, Castle of illusion, Phantasy Star e tantos outros clássicos. Com vocês, Os 7 Jogos que Você Tem que Jogar, edição Master System!

#7 – Alien 3

O terceiro capítulo da saga de Ripley no Master System foi um dos melhores jogos da série toda. Baseando-se na versão do seu irmão maior, o Mega Drive, Alien 3 do Master System não deve em nada no principal quesito, que é a diversão. Inclusive, essa versão do Master System é bem mais amigável que no 16 bits da Sega, apresentando um desafio na medida que não frustra o jogador como no Alien 3 do Mega Drive.

alien3

Visualmente falando, o jogo cumpre bem seu papel, com um bom layout de fases, cores bacanas e personagens bem animados. Desde a tenente Ripley até os aliens espalhados pelo cenário, tudo é muito bem feito, com um ótimo tamanho pros padrões do Master System. E, na minha humilde opinião, a trilha sonora foi tão bem adaptada no 8 bits da Sega que pra mim ela é a definitiva desse jogo.

#6Fantasy Zone The Maze

Fantasy Zone tem uma história enrolada entre versões para Arcades, Master System e tantos outros sistemas. Enquanto o primeiro game saiu primeiro nos Arcades e depois foi portado pro Master System (e Mark III, vindo a posteriormente sair em outros sistemas da época), o segundo game nasceu no Master System (Fantasy Zone II – The Tears of Opa-Opa) e depois foi portado aos Arcades e outros sistemas. Com o The Maze, a história se complica, pois o jogo foi feito pro Master System e, ao mesmo tempo, portado pra placa Sega System E dos arcades (exclusivamente no Japão) com o simples nome de Opa-Opa, sendo essa versão totalmente obscura por esses lados. Nem screenshots da versão arcade são fáceis de achar na internet.

fantasy zone the maze

Enfim, no The Maze a mecânica original do game foi adaptada à labirintos cheios de moedas e três inimigos (que podem ir se multiplicando conforme o jogador demora para coletar as moedas), o que lembra muito Pac-Man. O objetivo é pegar todas as moedas do cenário e evitar tocar nos inimigos, pra conseguir ir avançando mundo a mundo. Com tais moedas, é possível comprar itens que ficam expostos dentro dos labirintos. Cada item tem seu valor mostrado ANTES de iniciar a fase, o que obriga o jogador a ficar atento. São muitos itens diferentes, que dão tiros e poderes especiais à Opa-Opa. Uma vez percorrendo todos os mundos do game, ele recomeça espelhado, com uma dificuldade maior e tendo o verdadeiro final. A famosa pegadinha de obrigar o jogador a fazer tudo denovo, síndrome de Ghouls’n Ghosts…

#5Asterix and the Secret Mission

Quando se fala de Asterix no Master System, todo mundo que jogou na época logo lembra do clássico jogo dos heróis gauleses que adoram espancar romanos. Mas a dupla ganhou 3 jogos no console de 8 bits da Sega, dois deles excelentes e um terceiro, mais ou menos. O primeiro, clássico, é sempre lembrado em diversas listas e merece realmente o posto. Mas, esse segundo, a “missão secreta“, é um jogo bem bacana e bem bonito pro Master System que, infelizmente, acabou ficando na sombra do primeiro.

asterix secret mission

Aqui também controlamos Asterix ou Obelix, tendo que vencer as etapas, socar inimigos, pedras, etc. Diferente do primeiro, não usamos bombas com Asterix pra quebrar blocos, é tudo feito na base do soco mesmo. Já com o Obelix, pouca coisa mudou com relação ao gameplay. A dificuldade nesse game também é menor, assim como o número de fases, com muitas delas contendo inclusive enigmas para serem resolvidos (geralmente, pegar item A e levar até o local B). Apesar de tentar alguma originalidade com esse sistema, o jogo não caiu muito no agrado de quem tinha jogado o primeiro, que tinha um gameplay mais direto. Além disso, a TecToy aproveitou na época e fez um mod sobre esse game, criando uma versão da TV Colosso, o que acabou por encobrir mais ainda a obra original. Mas, mesmo assim, ele merece ser lembrado como um dos melhores jogos do lado B do Master System.

#4 – Legend of Illusion

A série Illusion fez um enorme sucesso nos consoles da Sega no passado, tendo Castle of illusion como seu mais aclamado jogo, seguido de perto pelo fantástico World of Illusion e pela continuação no Master System, Land of Illusion. O que poucos devem conhecer (talvez por ter sido lançado em 1998!) é que o Master System teve mais um jogo dessa série, portado diretamente do Game Gear (que saiu em 1995), chamado Legend of Illusion. Sim, tivemos uma autêntica trilogia Illusion no Master System que, infelizmente, poucos tiveram conhecimento, principalmente desse terceiro jogo, por ter saído muito tarde pro console.

legend of illusion

Em Legend of Illusion controlamos novamente Mickey, um pobre morador de um vilarejo que estava sendo atacado por uma força negra oculta. O rei do local, o tirano João Bafo-de-Onça, recebe uma aviso de que somente um rei poderia dar um fim à essa praga, precisando para isso encontrar a lendária Água da Vida. João Bafo-de-Onça então, com receio de sair em uma missão suicida, captura Mickey, o transforma em um rei de mentira e o obriga a ir atrás da tal Água da Vida em seu lugar. Apesar da história não ser um primor em originalidade, o game mudou bastante os conceitos estabelecidos com Castle e Land of Illusion, o que pode ser o motivo dele não ter agradado tanto (além do fato de ter saído em 1998, onde todos já estavam jogando Sega Saturn e Playstation).

#3 Ninja Gaiden

A trilogia de Ninja Gaiden no NES não deixa dúvidas: o game é praticamente uma marca registrada do 8 bits da Nintendo. Mas, em 1992, a SIMS, uma espécie de subsidiária da Sega juntamente com a própria e sob a licensa da Tecmo, lançaram, exclusivamente em território europeu, o que seria um capítulo à parte da trilogia lançada para Nintendinho (que já tinha terminado em 1991, com o excelente Ninja Gaiden III). O Master System finalmente também teria seu capítulo de Ryu Hayabusa em toda sua glória 8 bits! Vale lembrar que até o Game Gear já tinha recebido sua versão um ano antes, mas que quase ninguém conhece ou sabe disso.

ninja gaiden

O jogo se saiu muito bem no Master System. Toda a mecânica existente nos jogos do NES foi transportada de forma magistral pela SIMS no Master System, desde saltos, ataques, escaladas, poderes e, principalmente, a dificuldade. O design das fases ficou levemente diferente das outras versões da série, tendo sua ambientação focada mais em cidades do que em ambientes naturais, como cavernas e florestas. A trilha sonora, item importante na série do Nintendinho, teve sua qualidade mantida no Master System, além do upgrade visual que o jogo recebeu. É um game notável do console, não devendo em absolutamente nada pras versões do NES e que é bem raro de se achar nos dias de hoje.

#2 – Masters of Combat

Jogos de luta versus nos 8 bits de qualidade são raros. Naquela época, a animação de personagens não era grande coisa, então os produtores focavam quase tudo em um bom design de fases e personagens carismáticos para ganhar o consumidor. E jogos de luta requeriam uma boa quantia de personagens grandes e bem animados para que fossem aceitos pelo público. Tanto no NES quanto no Master System, diversas produtoras tentaram a sorte, como as versões de Street Fighter para o NES e de Mortal Kombat pro Master System. Mesmo parecendo um slideshow pela tamanha lentidão, era com o que nós nos divertíamos na época e eu guardo um grande carinho pelo primeiro Mortal Kombat do Master System justamente por isso.

masters of combat

Deixando de lado a nostalgia, o Master recebeu mais um game de luta que me chamou muito a atenção na época (pra quem jogou, claro): Masters of Combat. O game tinha apenas 4 lutadores (5 com o último chefe). Com isso, tinha poucos cenários também. Eles não eram personagens grandes, mas os produtores conseguiram a façanha de fazê-los bem animados e, principalmente, com uma identidade única pra cada um. Não vou entrar em detalhes da história deles, mas saibam que o jogo é muito bem feito, com golpes diversificados e que resultavam em belos pegas entre amigos antigamente. O único porém eram os golpes especiais, a maioria envolvendo comandos na diagonal (na verdade, todos eles). Mas perto da lentidão de outros jogos do estilo na época, Masters of Combat é uma jóia rara.

#1 – Master of Darkness

A Konami nunca lançou um Castlevania para Master System. Talvez pela política excludente da Nintendo na época, o Master ficou à margem de diversas séries que só apareceram no NES. Alguns poucos jogos que saíram nos dois sistemas, geralmente se davam melhor no console da Sega, mas Castlevania nunca teríamos como comparar. Até que, em 1992, a SIMS (sempre ela), lançou um game que pra sempre seria comparado ao Castlevania do Nintendinho: Vampire – Master of Darkness, conhecido também simplesmente como Master of Darkness ou In the Wake of Vampire, no Japão.

master of darkness

No jogo controlamos Dr. Social, um psicólogo que resolve por conta ir atrás do Conde Drácula, após diversas mortes sem explicação aparecerem em Londres. Duas características principais elogiadas do jogo são seu gameplay e seus gráficos, bem detalhados e caprichados. A jogabilidade é bastante parecida com a série da Konami, tendo Dr. Social fazendo uso de armas principais e secundárias, onde pode acumulá-las e usar quando desejar. Mesmo que o Master System não tenha recebido uma versão sequer de Castlevania, sabemos pelo Master of Darkness que ela seria muito bem recebida no 8 bits da Sega.

9 comentários

  1. Cosmão voltando a ativa até aqui? Caramba ein, encarnou o espírito de novo rapaz? hahahaha.
    Pô eu não aproveitei NADA do Master, tive muito contato com todos os outros consoles da SEGA desde o Mega onde jogava muito com meu primo, até o Saturn cheguei a ter um bom contato, e o Dreamcast console que amo tanto que tenho até hoje. Mas o Master…te juro que me passou batido. Joguei alguns jogos dele, entre os quais meu preferido é Kenseiden, mas esse Master of Darkness parece tão bacana, já tinha visto ele antes mas sempre esquecia de testar, acho que vou botar aqui no Dingoo e ver se é tão interessante quanto sempre achei.
    Valeu man o/

    1. Aos poucos vamos colocando as coisas em dia. Esse blog anda muito nintendista pro meu gosto, vou começar a colocar mais SEGA por aqui hahaha!

      Sobre Master of Darkness, recomendo bastante, é um jogo muito bonito e com controles ótimos pro Master System!

  2. Mesmo assim Cosmão,mesmo assim.A popularidade do Master System por aqui não foi suficiente para que este console seja tão conhecido como o “Compatível com Sistema Nintendo”, é fácil achar pessoas que viveram a época mas ficaram mais na onda do NES.
    E o motivo é que não era fácil ter acesso aos títulos de Master da mesma forma que de NES,Phantom System reinava,jogos piratas reinavam,jogos oficiais que vinham dos EUA e Japão tbm chegavam aqui mais fácil que os da SEGA.Eu sei.A Tec Toy vez um trabalho incrível e inesquecível por aqui na época,mas era uma luta contra os clones,e os clones eram implacáveis.
    Por isso mesmo textos assim são interessantes.Muitas vezes um jogo conhecido pra VC é um desconhecido pra muita gente.
    Ótimo texto.

    1. Realmente, os clones do NES deram muita dor de cabeça pra TecToy, que tinha muitas vezes que importar jogos, traduzir manual, caixa e, às vezes, até o jogo inteiro, como é o caso de Phantasy Star e tantos outros.

  3. Muito boa matéria! Tive um Master System e joguei muito o Masters of Combat e o Master of Darkness na época.
    Os outros 5 da lista não cheguei a jogar (nem em emulador) mas joguei, na época também, Castle e Land of Ilusion e Fantasy Zone 2.

    1. Masters of Combat eu cheguei a decorar e anotar num caderno os golpes, pq todas as combinações desse jogo são bem diferentes de qualquer jogo de luta.

  4. Nossa o primeiro aí, o Master of Darknes aparecia no meu como Vampire. Meu irmão morria de medo da musiquinha kkkk mas realmente era horripilante kkkk
    Baixei o emulador do Master System, to relembrando meus 10 anos kkkk top top

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s